Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Bíblia adulterada.

Amigos e amigas.
O artigo abaixo que extraí daqui mostra um tradutor italiano (Mauro Biglino) que afirma que "a Bíblia não fala de Deus". Diz que há muitas adulterações dos originais canônicos, usadas para criar o monoteísmo.
Suas palavras corroboram as de Erich von Däniken, que escreveu em seu livro "O Retorno dos Deuses" a respeito dessas discrepâncias. Os sublinhados são meus:

"Textos Originais?
Mas na verdade — e todo teólogo com alguns anos de estudo nas costas sabe — isso tudo é falso. Os “textos originais” que oferecem um âmbito tão rico para sofisma teológico na realidade não existem. O que é que temos então? Cópias que, sem exceção, foram feitas entre os séculos 4 e 10 depois de Cristo. E essas cópias — cerca de 1.500 — foram feitas de cópias anteriores; e nenhuma cópia é idêntica à outra. Foram identificadas mais de 80.000 discrepâncias. Não há uma só página desses chamados “textos originais” que não apresente contradições. De cópia para cópia, os versos foram alterados pelos autores que pensavam que sabiam o que significavam e podiam expressar de uma maneira mais adequada às necessidades de sua época.

Esses “textos originais” bíblicos esbanjam milhares e milhares de erros que não são difíceis de expor. O mais conhecido — o Codex Sinaiticus — que, como o Codex Vaticanus, data do século 4 d.C., foi encontrado em 1844 em um monastério no Sinai. Contém nada menos do que 16.000 correções, feitas no mínimo por sete mãos diferentes. Em várias partes o texto foi alterado várias vezes e substituído por um novo “texto original”. O professor Dr. Friedrich Delitzsch, especialista altamente capaz, encontrou 3.000 erros de cópia apenas neste texto."

Baseando-se nesses detalhes, podemos até concluir que tais adulterações teriam o precípuo fim de transformar o "povo eleito" em seres únicos, especiais e inatacáveis, dignos de adoração.
Mas leiam e vejam se concordam ou mesmo se o autor é digno de crédito.
FAB29

Professor e tradutor Mauro Biglino
Mauro Biglino trabalhou durante anos no Vaticano como tradutor de hebraico antigo para as Edizioni San Paolo, uma das mais importantes editoras católicas do mundo, que edita a Bíblia e outros livros católicos em todo o mundo, incluindo em Portugal (Editora Paulus). Era responsável pela tradução dos escritos originais da Bíblia, em hebraico, para a publicação em italiano pela editora pertencente à Sociedade de São Paulo, congregação fundada em 1914 pelo beato Giacomo Alberione. Trinta anos depois de ter começado o seu trabalho como tradutor, publicou “A Bíblia não é um Livro Sagrado” (Livros Horizonte), obra polêmica em que assegura: “A Bíblia não é aquilo que habitualmente se diz. Conta uma outra história, não se ocupa de Deus”.
Ao Observador, Biglino afirma que “não há qualquer referência a Deus nos textos da Bíblia. Há, sim, a um coletivo, chamado Elohim, e a um deles em particular, chamado Yaveh“. A dada altura, explica o autor, “as traduções foram sendo adulteradas e foram convertendo Yaveh num Deus único e todo poderoso”. E acrescenta: “Em hebraico, nem sequer há nenhuma (sic) palavra que signifique Deus”. No seu livro, Mauro Biglino detalha o percurso das traduções oficiais da Bíblia, que foram adulteradas “para inventar o monoteísmo”.
Biglino, que nasceu em 1950 na cidade italiana de Turim, aprendeu hebraico na comunidade hebraica de Turim. Mais tarde, a editora do Vaticano apercebeu-se dos trabalhos de tradução de Biglino, reconheceu o seu rigor e convidou-o para colaborar. “Além disso, perceberam que eu também conhecia latim e grego, línguas essenciais para entender o contexto dos textos bíblicos”, acrescenta.
Em 2010, comecei a escrever um livro em que denunciava algumas das contradições que estava a encontrar nas minhas traduções dos textos bíblicos, e desde esse momento, a colaboração foi interrompida, acabaram o meu contrato de trabalho”, lembra. Biglino acrescenta que compreende “perfeitamente” a decisão da editora, uma vez que se tornou “inviável” estar ao serviço da editora e obter conclusões tão distintas.
Quando deixou de colaborar com as Edizioni San Paolo, Biglino publicou livros em que apresentou traduções literais, palavra por palavra, de vários textos bíblicos, que foram usados por historiadores para identificar imprecisões. Nesses livros, que mostravam lado a lado as palavras italianas e hebraicas, Biglino argumenta que a Bíblia contém diversas imprecisões facilmente demonstráveis. “É por isso que os críticos discordam das minhas conclusões, mas não põem em causa o rigor das traduções”, sublinha.
Quando eu digo que a Bíblia não fala de Deus, não digo que Deus não existe, porque não o sei. Digo apenas que a Bíblia não fala de Deus”, destaca, acrescentando que, no seu entender, “não se sabe nada sobre Deus”. Por isso, sublinha: “Como Deus me é absolutamente desconhecido, não posso acreditar nele”. Mauro Biglino afirma ainda que não é o único a discordar das traduções oficiais da Bíblia, mas acrescenta que “não há muitos que tenham a coragem de divulgar as suas conclusões”.
Para o antigo tradutor, o seu trabalho pode mesmo ter influência nas futuras traduções da Bíblia, avançando que já se sentem alguns efeitos. “A profecia de Isaías, por exemplo, dizia que «a Virgem irá conceber e dará à luz um Filho», mas as bíblias alemãs, depois da aprovação da Conferência Episcopal, já não dizem isso. Já dizem que «a Virgem vai conceber», que é o que verdadeiramente lá está escrito”, destaca Mauro.